Brasília-DF, 28 de outubro de 2004.
Prezado(a) Senhor(a),
Mantenho cadastro de militares inativos, pensionistas e ex-combatentes residentes na capital do Estado do Rio de Janeiro, com cerca de 120.000 nomes. Os militares estáveis das Forças Armadas em atividade nesta mesma cidade são, aproximadamente, 20.000; se a cada um destes somarmos mais 3 parentes diretos, como cônjuge e filhos, atingiríamos, na capital do Estado do Rio, 320.000 eleitores.
O meu filho, Vereador CARLOS BOLSONARO, foi reeleito no Rio de Janeiro com 22.355 votos, sendo importante ressaltar que dentre os seus eleitores, certamente, existem jovens e pessoas ligadas às classes dos policiais civis e militares, dos bombeiros militares e servidores públicos civis, aos quais temos direcionado significativa parcela de nosso trabalho, além de outros segmentos da sociedade que apóiam nossa conduta firme e honesta.
Os demais 20 militares, também candidatos a vereador pelo Rio, não alcançaram, juntos, a soma de 30.000 votos.
As perguntas que ficam, considerando as grandes dificuldades enfrentadas, no momento, pelos militares e suas pensionistas são as seguintes: Em quem votaram os outros 270.000 eleitores do segmento militar? Poderemos sonhar com uma eleição classista em 2006?
Só em Goiás foram eleitos 3 prefeitos (1 Coronel, 1 Cabo e 1 Soldado) oriundos dos quadros da Polícia Militar, onde, também foram eleitos 74 vereadores com origem naquela Corporação. Em Minas Gerais, foram outros 63 PMs eleitos vereadores.
Estados como o RS, PR, AM, MS, PE, ES e RN, além do DF, dentre outros, pelo efetivo militar existente, poderiam, com folga, eleger 1 deputado federal que, somados ao Rio, formariam uma bancada de, no mínimo, 9 parlamentares.
Os militares e seus familiares sofrem, reclamam da baixa remuneração, da MP da LRM, de irrisório reajuste de 10%, das restrições para porte de arma, do revanchismo, etc, mas cabe questionar: O que fazem para mudar este quadro? Muitos de nós sequer sabemos em quem votamos nas últimas eleições, isso quando deixamos de votar por não termos transferido o título.
As Forças Armadas são importantes para qualquer país sério, contudo, no Brasil, seus integrantes não podem prescindir de um braço político próprio sob o risco de se proletarizarem, serem achincalhadas e tornarem-se obsoletas, condições quase atingidas pela Marinha, Exército e Aeronáutica nos dias atuais.
Embora sem relação com esta mensagem, viabilizo para os interessados, abaixo, o acesso à Portaria nº 106-EME de 21/Out/2004 que estabelece normas para a promoção de Cabos, Taifeiros-Mor e Soldados.
Atenciosamente,
JAIR BOLSONARO
Deputado Federal – PTB/RJ
Para acessar a portaria nº 106-EME
clique aqui + http://www.sgex.eb.mil.br/boletim/Be2004/Portdestaque/106-eme.pdf