Painel do Leitor,

          Sobre a matéria do Jornalista Jânio de Freitas, de hoje, solicito a publicação da carta abaixo.

  

Cap R/1 – JAIR BOLSONARO

Deputado Federal – PTB/RJ

          Sobre a matéria de Jânio de Freitas tenho a lamentar a desinformação do ilustre editorialista a saber:

          1 – os Comandantes Militares nomeados por LULA não fazem exigências, mas sim apresentam propostas pelo canal de comando, já que não despacham com o Chefe Supremo das Forças Armadas desde a criação do Ministério da Defesa em 1999;

          2 – se os militares tiveram 3  aumentos, estes foram irrisórios, pois caso contrário, como se explica que seus assemelhados de carreiras típica de estado estejam percebendo em inicio de carreira o mesmo que um militar (coronel) só perceba no fim?

          3 – As tabelas divulgadas em alguns poucos jornais não são somente de soldos, mas acrescidas dos adicionais militar e de habilitação militar. As mesmas foram por transmitidas por meu gabinete a todos os jornais que as solicitaram, inclusive à “Folha”.

          4 – O direito de se inativar com remuneração de grau hierárquico superior deixou de existir em dezembro/2000, com a edição da MP 2131, motivando que muitos militares, por questão de poucos dias, perdessem tais compensações. Tal benefício compensava o fato do militar, enquanto na tropa, ter uma jornada não inferior a 80 horas de trabalho semanal, sem hora extra ou adicional noturno, além de não ter direito a FGTS, sindicalização, greve e outras concessões feitas aos civis.

          5 – Quanto à pensão militar, cumpre esclarecer que os integrantes das Forças Armadas, desde o século passado, descontam a partir de sua profissionalização até à morte, inclusive na inatividade e, em muitos casos, por falta de beneficiários, ninguém a usufrui.

          6 – Quanto ao regime militar, tantos os civis como os militares, eram tratados com igualdade e dignidade. O Brasil cresceu, o tráfico inexistia e os corruptos eram sumariamente cassados ao invés de serem protegidos (caso do Sr. Waldomiro) como no atual regime que podemos chamar de qualquer coisa, menos de democracia.